Músico e artista visual, Pedro Iaco começa a explorar a voz desde pequeno. Vivencia grande atividade musical durante sua infância a partir de sua mãe, bailarina, clown e violonista. Após uma adolescência inquieta e dedicada ao desenho e pintura, aos 18 anos inicia o estudo do canto lírico com a soprano Solange Gonçalves. Cinco anos depois vai morar em Londres, onde toma contato e atua no o cenário da improvisação livre: apresenta-se na Tate Gallery com o grupo Feral Choir do inovador vocal inglês Phil Minton, e participa de inúmeros encontros de improvisadores na St Pancreas Old Church.

Participa do show de Bobby McFerrin improvisando em dueto com o mestre e apresenta-se no festival TommyFest capitaneado por Tommy Emmanuel pela primeira vez. Após aprofundados estudos vocais com o cantor argentino Guillermo Rozenthuler, volta ao Brasil no ano seguinte, formando-se em artes plásticas pela universidade Belas Artes.

Estuda violão, harmonia e teoria musical com Chico Saraiva e Emiliano Castro. Torna-se aluno de Madalena Bernardes, aprofundando-se na pesquisa da relação entre consciência corporal, aparelho fonador e sonoridades vocais. Em 2011 viaja para Nova Iorque e participa pela primeira vez do Circlesongs com Bobby McFerrin, Rhiannon, Dave Worm, Judy Vinar e Joey Blake, integrando um grupo internacional de cantores durante uma semana em constante criação coletiva. Voltaria a integrar esse círculo nos anos de 2017 e 2018.

Em 2012 viaja para a Califórnia a convite de Guinga, participando do Brazil Music Camp junto a Alessandro Penezzi, Chico Pinheiro e Arismar do Espírito Santo. No mesmo ano sobe com Guinga aos palcos do Conservatório Musical de Pernambuco, Clube do Choro de Brasília e Healdsburg Center For Art, iniciando uma frutífera amizade artística.

Em 2014 integra no Havaí um seleto grupo de cantores sob orientação da cantora americana Rhiannon, desenvolvendo durante 10 dias uma série de dinâmicas modernas de improvisação, jazz e canto circular. Juntamente com a cantora moçambicana Lenna Bahule e Zuza Gonçalves cria o trio acapela Zulepe, que se utiliza unicamente da voz como instrumento para improvisações instantâneas. Sua proposta sonora agrega da tradição vocal barroca ao som experimental contemporâneo, forjando uma estética singular. Após esse período, torna-se aluno particular do trompetista Walmir Gil, aprofundando-se nos estudos acerca da improvisação vocal com um mestre que é um dos fundadores da Banda Mantiqueira.

Iaco desenvolve a partir dessas buscas um estilo próprio em constante transformação, agregando o sotaque do choro ao lirismo erudito banhados pela ousadia da improvisação instintiva. Se propõe a dar margem para uma abordagem vocal da diferença na música brasileira e criar uma relação entre voz e violão de 7 cordas que promova a exploração criativa entre os sons, antropofagiando João Bosco, Guinga, Yamandu, Milton Nascimento, Raphael Rabello, Bobby McFerrin e Tommy Emmanuel e Hansi Kursch, entre outros.

Em 2017 lança o disco Rio Escuro com seu parceiro Giovanni Iasi pelo duo Iasi Iaco, com produção de Emiliano Castro e participações de André Mehmari, Edu Ribeiro, Tiganá Santana, Fi Maróstica e Douglas Alonso. Uma jornada musical o leva de volta a California e Nova Iorque, onde estuda e canta em Camps de imersão com Tommy Emmanuel e Bobby McFerrin.

No ano de 2018 realiza uma turnê européia e se apresenta na Inglaterra, Escócia, Portugal, França e Suécia para shows solo e duetos e workshops com o cantor português Manuel Linhares e a violinista sueca Caroline Karpinska. Inicia aulas de harmonia com a professora Silvia Goes.

Apresenta-se com os cantores e arranjadores norte-americanos Joey Blake e Roger Treece na Galeria Olido e Casa Gramo, respectivamente, e concede workshops de improviso vocal em São Paulo e Belo Horizonte. Realiza dois shows como convidado do compositor Guinga no Clube do Choro em Brasília.

Cria e grava juntamente com o maestro Ruriá Duprat a trilha sonora para o filme Asas do Desejo, da diretora brasileira Paula Trabulsi.

Lança oficialmente o disco Rio Escuro pelo duo Iasi Iaco no Teatro Municipal de Ubatuba, com os convidados Divino Sununga e Marcelo Machado, e no SESC Vila Mariana em São Paulo, com os convidados Gustavo Sarzi e Douglas Alonso. Estreia no Rio de Janeiro apresentando-se na Etnohaus, levando o show Rio Escuro com as convidadas especiais Ilessi e Luísa Lacerda.

Luz Sobre as Trevas. uma experiência estética entre música e filosofia com o filósofo brasileiro Emilio Terron estreia na Casa Gramo. O projeto concilia o mundo artístico com o pensamento filosófico contemporâneo, convidando o público a um diálogo musical que atravessa questões vitais da atualidade como afeto, amor, loucura, micro-política e criação.

Inaugura o octeto Vozes Inquietas, grupo composto por Pedro Iaco, Marcelo Pretto, Lenna Bahule, Tatiana Parra, Vanessa Moreno, Izabel Padovani, Nani Barbosa e Zuza Gonçalves.


Se apresenta com o Coral Jovem do Estado, com os convidados Luiza Lian e Maurício Pereira no CCSP e no MASP sob regência de Tiago Pinheiro. Participa do SIM 2018 no concerto Minas Convida Gerais como convidado de Irene Bertachini com Luísa Lacerda, em uma noite que reúne Chico Saraiva, Flavio Tris, Luiza Brina e Michele Andreazzi, entre outros. É convidado a realizar vídeos para os projetos Registros e Balcony TV.

Lança em todas as plataformas digitais o single Olhos de Lúcifer.


Prepara para o início de 2019 o lançamento do EP Pedro Iaco, seu primeiro disco solo com composições autorais, além de músicas inéditas de Guinga e Yamandu Costa.